Papo Profissional

É necessário uma preparação psicológica na gestação?

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É uma realidade que nem todas as mulheres que engravidam, planejavam ser mãe naquele momento. Nem todos os filhos foram ou são desejados. Nem todas as mulheres grávidas se sentem belas e felizes com a sua gravidez. Para ir mais além, nem todas as mulheres que planejam uma gravidez se sentem grávidas! A futura mãe sabe que está grávida, mas não se sente grávida. Até porque, saber e sentir são coisas completamente diferentes.

A preparação psicológica sobre a ideia da maternidade deveria ser colocado como um fator de extrema importância para a mulher, para que aos poucos interiorizando e amadurecendo o papel que a espera. Contudo, infelizmente muitas vezes esta preparação psicológica ainda na gravidez é inexistente. O que significa que nem todas as mulheres que ficam grávidas psicologicamente passam os 9 meses como se fossem os melhores meses das suas vidas, fazendo com que estas se isolem, para não falar dos próprios sentimentos, fazendo com que haja uma grande chance de ocorrer a perpetuação de comportamentos que ocorreram no passado e que são trazidos nessa nova relação mãe-bebê, havendo assim uma espécie de continuidade. Fazendo com que as futuras mães  tenham comportamentos que consideram (consciente ou inconscientemente) inadequados e por oposição poderá haver um excesso do comportamento no sentido oposto.

Todos estes “fantasmas” associados à maternidade são (ou podem ser) abordados no acompanhamento psicológico a futura mãe, garantindo assim um suporte importante para este momento de intensas emoções. Preparar-se psicologicamente para chegada de um bebê é um processo raro e que por vezes só tem sua importância trazida mais tarde, quando a mãe não consegue sentir e vivenciar o vínculo externo de sua relação com o bebê…

As situações inerentes ao parto, a ansiedade de conhecer e de ter o bebê; o cansaço e a “desordem” hormonal na mulher; os olhares ternurentos do companheiro, da família e dos amigos voltados quase sempre para o bebê (e raras as vezes para a mãe), o choro do bebê, o amamentar, o não saber o que fazer quando o bebé não dorme, junto ao medo de não ser os suficiente entre tantas outras situações… Se o cenário em si já tem as suas particularidades, associado a inexistência de um preparo psicológico adequado, é provável que essa mãe se sinta perdida dentro de um turbilhão de emoções.

Diante disso, é necessário que um olhar para a preparação psicológica na gestação seja lançado de forma diferenciada, afim de que receios, anseios, sentimentos e culpas, sejam trabalhados antes de se ter efetivamente um filho nos braços, para que os medos possam nascer antes do filho, medos estes que na maioria das  vezes todas sentem, mas que poucas vezes são falados, apenas sentidos em toda sua profundidade.

Abraços,

Willa Marques – Psicóloga Perinatal, especialista em psicologia da maternidade
“Apropriando mulheres de sua maternidade, sem esquecer que mães também são geradas!”
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